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Ceará tem 21 mortos por H1N1, sendo 7 crianças

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O número de mortes decorrentes da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por influenza quase dobrou no Ceará. Conforme os dados do boletim epidemiológico divulgado ontem, foram 21 óbitos por H1N1, dez a mais do que o total apontado há uma semana. A maioria, sete, foi de crianças. Em Fortaleza, nove pessoas morreram. Este ano já é o com maior número de casos e mortes desde 2009.

A letalidade da doença chegou a 17,4% e o número de ocorrências da influenza passou de 91 para 121 registros, sendo 52 nas faixas etárias até 9 anos. Ainda conforme o boletim da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), a menor cobertura vacinal no Ceará entre os grupos de risco é o de crianças entre seis meses e cinco anos, com 23,98%. “A população infantil realmente preocupa, até porque a gente só tem um hospital pediátrico público (Albert Sabin)”, ponderou o infectologista Ronald Pedrosa.

Ele reconhece que, comparado a 2017, houve um aumento considerável. Ano passado foram 286 casos de SRAG e apenas 36 deles causados por influenza. “Mas nós estamos procurando mais casos também, com respostas mais rápidas. Existem hoje laboratórios particulares que emitem resultados de testes em até 48 horas. Isso facilitou muito a busca por diagnóstico”.

O médico ressalta que as crianças são, realmente, o grupo mais vulnerável. E relata que, dos casos que atendeu, aqueles que tiveram tratamento adequado apresentaram evolução satisfatória. Entre os óbitos registrados pela Sesa, apenas cinco pessoas tinham feito uso do medicamento Tamiflu em período oportuno e nenhuma tinha sido imunizada.

“Nossa campanha de vacinação já teve um atraso de 15 a 20 dias que foi muito importante. A repercussão da imunização a gente vai ter a partir de agora, que as pessoas estão procurando se vacinar”, aponta Ronald.

De acordo com a Sesa, proporcionalmente, não houve grande desvio em relação à letalidade da doença em 2018, apesar de haver o maior número de mortes desde o início da infecção por H1N1. O titular da pasta, Henrique Javi, destacou que a taxa de cura é superior a 80%.

Sobre os 188 casos que ainda estão sob investigação, o secretário afirma que já estão em contextos anteriores epidemiológicos. E que a maioria dos casos não liberados significa que ainda há busca pelo agente etiológico que causou a SRAG. “Aparecerão no boletim à medida que a investigação for concluída. O que percebemos é que o sistema está mais sensível, atento e oportuno”, avaliou.

As principais comorbidades relacionadas aos óbitos, indica a Sesa, são pneumopatias, cardiopatias, imunodepressão e obesidade.

 

PÚBLICO – ALVO

Crianças de 6 meses a 5 anos; Idosos;

Gestantes e puérperas; Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis (mediante comprovação); Indígenas; Professores do ensino público ou privado (mediante comprovação); Funcionários do sistema prisional

 

 

Redação O Povo Online/SARA OLIVEIRA

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