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Denúncias de violência sexual infantojuvenil crescem 33,2% no Ceará

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Uma das principais ferramentas utilizadas no enfrentamento à violência sexual infanto-juvenil é a denúncia dos casos. Um recurso muito importante neste processo é o Disque 100, que registrou 22.324 queixas de violações sexuais contra crianças em todo o Brasil, em 2017. O aumento foi de 27,4% em relação a 2016, quando o canal registrou 17.523 acusações. No Ceará, também houve crescimento das denúncias. Foram 660 ligações, em 2016, e 879, em 2017, o que representa avanço de 33,2%.

Realizado desde 2011, o balanço anual do Disque 100 é feito pelo Ministério dos Direitos Humanos (MDH) e os dados reforçam o Dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, lembrado hoje em todo o País. A campanha busca conscientizar as pessoas para o problema que, apesar de comum, nem sempre é denunciado.

“Ainda temos uma cultura muito machista. Essa violência está muito ligada a essa cultura patriarcal de poder dos homens”, alerta Berenice Giannella, secretária nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente do MDH.

“Existe uma sensibilidade maior das pessoas para a questão do abuso e menor para a exploração. (É preciso) mostrar que ambas as formas são de violência e devem ser denunciadas”, reforça.

 

No início desta semana, a Polícia Rodoviária Federal, em parceria com a organização Childhood Brasil, divulgou o Estudo Mapear, que revelou 2.487 pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias federais, entre 2017 e 2018. Em relação à edição anterior do projeto, houve um acréscimo de 20%.

O Ceará amarga a primeira colocação na categoria crítica entre os estados brasileiros, com 87 pontos identificados. No biênio 2013/2014, o Estado não figurava nem entre os dez primeiros.

Para Gianella, uma das formas de intensificar o combate à exploração é intensificar o mapeamento também para as rodovias estaduais, o que garantiria maior cobertura e eliminação de pontos propícios à prática.

A Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa) recebeu 578 e 819 denúncias, respectivamente, em 2016 e 2017. Nos três primeiros meses deste ano, foram 273 queixas.

Segundo a delegada da Dececa, Yasmin Ximenes, a maior parte das vítimas costuma ser do sexo feminino. Para ela, o machismo e a ideia de acesso ao corpo contribuem para esse dado. “A melhor arma que a gente tem é a informação, é denunciar e não se calar”, aconselha a delegada.

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